Veio esta notícia ao Rio de Janeiro em o princípiodo ano de 1754.Depois de uma larga e importuna peregrinação, incitados da insaciável cobiça do ouro,e quase perdidos em muitos anos por este vastíssimo sertão, descobrimos uma cordilheira demontes tão elevados, que parecia chegavam à região etéria, e que serviam de trono ao ventoàs mesmas estrelas; o luzimento que de longe se admirava, principalmente quando o sol faziaimpressão no cristal de que era composta, formando uma vista tão grande e agradável, queninguém daqueles reflexos podia afastar os olhos: entrou a chover antes de entrarmos registraresta cristalina maravilha, e víamos sobre a pedra escalvada correr as águas, precipitando-sedos altos rochedos, parecendo-nos como a neve, ferida dos raios do sol, pelas agradáveisvistas daquele cris-………-uina se reduziria………………das águas e tranqüilidade do tempo nos resolvemos a investigar aqueleadmirável prodígio da natureza, chegando-nos no pé dos montes, sem embaraço algum dematos, ou rios, que nos dificultasse o trânsito; porém, circulando as montanhas, não achamospasso franco para executarmos a resolução de acometermos estes Alpes, e Pirineus Brasílicos,resultando-nos deste desengano uma inexplicável tristeza.Abarracados nós, e com o desígnio de retrocedermos no dia seguinte, sucedeu correrum negro, andando à lenha, a um veado branco, que viu, e descobrir por este acaso o caminhoentre duas serras, que pareciam cortadas por artifício, e não pela natureza: com o alvoroçodesta novidade principiamos a subir, achando muita pedra solta, e amontoada, por ondejulgamos ser calçada desfeita com a continuação do tempo.
Gastamos boas três horas nasubida, porém suave pelos cristais que admirávamos, e no cume do monte, fizemos alto, doqual estendendo a vista, vimos em um campo raso maiores demonstrações para a nossaadmiração.Divisamos coisa de légua, e meia uma povoação grande, persuadindo-nos pelo dilatadoda figura ser alguma cidade da costa [ou corte?] do Brasil; descemos logo ao vale comcautela…-aria em semelhante caso, mandando explor-………-gar a qualidade, e………se bemque reparamos………fuminés, sendo este, um dos sinais evidentes das povoações.Estivemos dois dias esperando aos exploradores para o fim que muito desejávamos, esó ouvíamos cantar galos para ajuizar que havia ali povoadores; até que chegaram os nossosdesenganados—de que não havia moradores, ficando todos confusos: resolveu-se depois umíndio da nossa comitiva a entrar a todo o risco, e com precaução, mas tornando assombrado,afirmou não achar, nem descobrir rastro de pessoa alguma: este caso nos fez confundir desorte, que não o acreditamos pelo que víamos de domicílios, e assim se arrojaram todos osexploradores a ir seguindo os passos do índio.Vieram, confirmando o referido depoimento de não haver povo, e assim nosdeterminamos todos a entrar com armas por esta povoação, em uma madrugada sem haverquem nos saísse ao encontro a impedir os passos, e não achamos outro caminho senão oúnico que tem a grande povoação, cuja entrada é por três arcos de grande altura, o do meio émaior, e os dois dos lados são mais pequenos: sobre o grande, e principal divisamos letras,que se não puderam copiar pela grande altura.Faz uma rua da largura dos três arcos com casas de sobrados de uma, e outra parte,com as fronteiras de ped-…lavrada, e já denegrida………inscrições, abertas todos………-ortassão baoas [boas?] def-………-as, notando que pela regularidade, e simetria com que estãofeitas, parece uma só propriedade de casas, sendo em realidade muitas, e algumas com seusterxados [telhados?] descobertos, e sem telha, porque os tetos são de ladrilho requeimado uns,e de lajes outros.Corremos com bastante pavor algumas casas, e em nenhuma achamos vestígios dealfaias, nem móveis, que pudéssemos pelo uso, e trato, conhecer a qualidade dos naturais: ascasas são todas escuras no interior, e apenas tem uma escassa luz, e como são abóbadas,ressoavam os ecos dos que falavam, e as mesmas vozes atemorizavam.Passada, e vista a rua de bom comprimento, demos em uma praça regular, e no meiodela uma coluna de pedra preta de grandeza extraordinária, e sobre ela uma estátua dehomem ordinário, com uma mão na ilharga esquerda, e o braço direito estendido, mostrandocom o dedo indexo ao polo do norte: em cada canto da dita praça está uma agulha, à imitaçãodas que usavam os Romanos, mas algumas já maltratadas, e partidas, como feridas de algunsraios.Pelo lado direito desta praça está um soberbo edifício, como casa principal de algumsenhor da terra; faz um grande salão na entrada e ainda com medo não corremos todas ascasas, sendo tantas, e os retret-………-zerão [-zeram?] formar algum-………-mara achamoshu- [u-?]………massa de extraordin-………-soas lhe custavam o levantá-la.Os morcegos eram tantos, que investiam as caras das gentes, e faziam uma tal bulha,que admirava: sobre o pórtico principal da rua está uma figura de meio relevo talhada damesma pedra, e despida da cintura para cima, coroada de louro: representa pessoa de poucaidade sem barba, com uma banda atravessada, e um fraldelim pela cintura; de baixo do escudoda tal figura tem alguns carácteres já gastos com o tempo, divisam-se porém os seguintes.Da parte esquerda da dita praça está outro edifício totalmente arruinado, e pelosvestígios bem mostra que foi templo, porque ainda conserva parte do seu magníficofrontispício, e algumas naves de pedra inteira: ocupa grande território, e nas suas arruinadasparedes se vem obras de primor com algumas figuras, e retratos embutidos na pedra comcruzes de vários feitios, corvos, e outras miudezas, que carecem de largo tempo paradescrevê-las.Segue-se a este edifício uma grande parte de povoação toda arruinada, e sepultada emgrandes, e medonhas aberturas da terra, sem que em toda esta circunferência se veja erva,árvore, ou planta produzida pela natureza, mas sim montões de pedra…-as [algumas?] toscas,e outras lavradas, pelo que entendemos ha [há?]………-verção [subversão?], porque ainda ent-………-a de cadáveres, que………-eparte desta infeliz………-da, e desamparada, talvez poralgum terremoto.De frente da dita praça corre um caudaloso rio, arrebatadamente largo, e espaçoso comalgumas margens, que o fazem muito agradável à vista: terá de largura onze, até doze braças,sem voltas consideráveis, limpas as margens de arvoredo, e troncos, que as inundaçõescostumam trazer: sondamos a sua altura, e achamos nas partes mais profundas quinze, atédezesseis braças.
Achamos também algumas pedrassoltas, e na superfície da terra, cravadas de prata, como tiradas das minas, deixadas ao tempo.Entre estas furnas vimos uma coberta com uma grande laje, e com as seguintes figuraslavradas na mesma pedra, que insinuam grande mistério ao que parece.Sobre o pórtico do templo vimos outras da forma seguinte designadas.Afastado da povoação, tiro de canhão, está um edifício, como casa de campo, deduzentos e cinqüenta passos de frente; pelo qual se entra por um grande pórtico, e se sobe poruma escada de pedra de várias cores, dando-se logo em uma grande sala, e depois desta emquinze casas pequenas, todas com portas para a dita sala, e cada huma sobre si, e com suabica de água………qual água se ajunta………-rmão [-rmam?] no pátio exte-………colunatasem cir-………-dra quadrada por artifício, suspensa com os seguintes carácteres.Depois destas admirações entramos pelas margens do rio a fazer experiência dedescobrir ouro e sem trabalho achamos boa pinta na superfície da terra, prometendo-nos muitagrandeza, assim de ouro como de prata: admiramo-nos o ser deixada esta povoação dos que ahabitavam, não tendo achado a nossa exata diligência por estes sertões pessoa alguma, quenos conte desta deplorável maravilha de quem fosse esta povoação, mostrando bem nas suasruinas a figura, e grandeza que teria, e como seria populosa, e opulenta nos séculos em quefloresceu povoada; estando hoje habitada de andorinhas, morcegos, ratos, e raposas, quecevadas na muita criação de galinhas, e patos, se fazem maiores que um cão perdigueiro.
In those days the language of the kings of Vind'yu, and of men of learning, was All-ao, signifying, OUT OF ALL THAT IS GOOD.
Chinese Mythology: The turtle Ao carries the world on its back and is associated with longevity and stability.
A member of the General Staff has ao physical body, but makes one for Himself by Kriyashakti — the 'power to make' — of the matter of the globe to which He is sent.